3.9.07

Ó inspiração! Porque me fizeste sofrer?

 

Depois da  narrativa muito bem escrita, como foi julgada por muitos, "Estética Caseira", fiquei sem saber o que postar! A inspiração e a criatividade me faltaram desde então. Neste instânte a inspiração ainda não está em mim, mas vamos lá: Escreve Letícia! Vai que sai alguma coisa boa, não é?

 

Confesso que tentei escrever alguma coisa aqui umas duas ou três vezes depois do dia dezessete, mas achei tudo um lixo! Só não amassei e joguei fora porque não era papel (dã!), se fosse, tenham certeza que o lixo aqui de casa teria aumentado e eu julgaria um desperdiço de papel.

 

O problema de escrever uma coisa que se julga fantásticamente boa é esse! Depois você fica querendo escrever alguma coisa na mesma altura e não consegue! Poxa! Não tenho culpa se na maioria das vezes sou meio burrinha!

 

Esta tarde assisti Shakespeare Apaixonado, desliguei o DVD apaixonadíssima, clamando ao cupido um amor para recordar! Estava tão inspirada que fui recolher a roupa do varal pensando em versos poéticos me achando a própia atriz que faz a "Julieta" na peça que tem no filme (fico confuso isso, mas quem já viu o filme, entendeu! Quem não viu o filme que se dane! -Como sou delicada!)Pois é, acho que foi daí mesmo que me surgiu inspiração!

 

Ó doce amor que contagia vossos corações!

Quando não souberes onde procurar inspiração, procuras o amor.

O amor que é sábio de todas as coisas, que é solução para todos os problemas!

Ó grande amor, permaneça em meu coração por tempo indeterminado.

Desejo que fiques. Por mais rude que pareça ser, acredite que por trás dessa estranheza toda mora um coração sensível que clama por um amor por toda vida.

Ó o amor!

Se é que existe, apareças para mim, como aparecesses para tantos outros!

Ó amor, grandioso amor, porque és tão cruel com quem te procura?

Ó amor! Porque me fizeste sofrer?

Ó grande amor!

Apareças se desejas que eu sorria mais vezes!

 

É… o filme serviu pra alguma coisa, e não tão bom como o "Estética Caseira", mas não tãoo pior, alguma coisa suavemente boa saiu!

criado por le_dj    19:36 — Arquivado em: Sem categoria

17.8.07

Estética caseira

Depois de comer o equivalente a dois pacotinhos médios de amendoins crocantes -que não são dos japoneses- durante a semana, ela senta a bunda gorda e mole na cadeira do computador, com a intenção de pesquisar algumas receitas caseiras de esfoliante para o rosto, de preferência com ingredientes que já existam em casa, nada muito estravagante, economizar é o fundamento número Um daqueles que têm  bolsos furados.

 

Encontrada a receita mais simples, sem muita fé e disposição, não se mobiliza para pôr em prática as novas dicas de beleza. Continua então sentada na frente do computador gastando assunto com qualquer pessoa que não tinha nada de interessante a lhe dizer e vice-versa. Assim se passa toda a tarde.

 

Ela lembrava que precisava fazer depilação em partes delicadas do corpo -o bigodinho- mas pensava  na dor. Lembrava também que suas sombrancelhas estavam cruéis. Antes do sol se pôr, cortou a conversa com qualquer desculpa, ou sem, dizendo simplesmente "Tô saindo. Beijo!". Foi até o quarto, ascendeu a luz, ficou de pé em frente ao espelho, e com um ótimo senso de desenho, tirou os pêlos desnecessários que lhe cobriam a face a cima dos olhos.

 

Escurecia quando tomou banho. Vestiu o pijama de malha com bonequinhas estampadas e dormiu. O dia seguinte já estava mais próximo da sexta-feira, do final de semana. Suas unhas roídas cresciam lentamente num sentido nada segmentado, isso a preocupava, mas não muito, afinal "Quem é que repara em unhas?" ela pensava, em seguida respondia a si mesma "Eu olho!", mas nada fazia para mudar as suas.

 

O período do início da tarde foi usado para fazer um social, talvez conhecer novos amigos, talvez não agora, mas daqui umas semanas. Quem sabe? O primeiro dia, segundo ela, foi bem interessante, deixou nela vontade de repetir mais vezes o que fizera naquele início de tarde.

 

Chegando em casa não perdeu muito tempo. Fez logo seus afazeres acadêmicos e programou o final de semana.  Fez ligações, respondeu email e scraps, deixou mensagens offline, mandou curriculos, comeu metade de um pão francês com requeijão e foi tomar banho. Antes do banho lembrou-se da receita de esfoliante caseiro que pegou num site da internet: Mel, hidratante e açúcar. Bem estranho, mas não custa tentar, "E se me der reação alérgica? Ferrô! Acabou com o meu final de semana!"

 

Esfrega a meleca na cara, começa a arder os olhos "Ai meu deus! Agora já era!", tirou com pressa a mistura dos olhos, desistiu de passar na frente do espelho, levou o potinho pra dentro do box do chuveiro e terminou de esfoliar a pele lá mesmo. Entrou no chuveiro, lavou os cabelos.

 

"Ai droga! Está secando!" pensava ela quando via as primeiras mechas do cabelo começarem a encaracolar suavemente. Pegou o secador, a chapinha, um pente e uma escova e foi para o quarto. Mais um ritual caseiro de estética. Qual seria o próximo passo depois da escova com chapinha? Só faltava massagem! "Ah! Não passei creme na perna!" ela pensou depois que terminou de alisar os cabelos castanhos. Foi até o banheiro, pegou o frasco do creme hidratante infantil -para não irritar a pele sensível- e passou no corpo, afinal, inverno resseca muito a pele.

 

A televisão do quarto ligada, passando as manchetes do dia no jornal daquela hora, nada de novo, mas ela parou para ver. A mania de roer unhas não foi evitada. Quando se deu conta todas suas unhas já estavam piores do que antes. E ai sim "Já era! Depois eu lixo!"

 

Uma última olhada no que os amendoins lhe causaram na frente do espelho, uma tentativa fracassada de elimina-los e uma solução rápida e sem erro para o final de semana: base e pó! Base e pó!

 

Pensa que é fácil ser mulher?

 

Foto na HappyNewes.

criado por le_dj    21:54 — Arquivado em: Sem categoria

12.8.07

…Não precisa mudar

 

Já viveu aqueles dias que você se sente sozinha?

É terrível.

Dá um aperto no coração.

Sente que não é de ninguém e que ninguém é de você.

Ó solidão.

 

 

 

 

 

"Se eu sei que no final fica tudo bem

A gente se ajeita numa cama pequena

Te faço um poema e te cubro de amor"

-Não precisa mudar. Ivete.

criado por le_dj    12:03 — Arquivado em: Sem categoria

3.8.07

Chega!

Refletindo a noite disse que chega!

Chega de ser inconsequênte.

Chega de achar que sou sempre melhor que todo mundo.

Um pouco de humildade e compreensão pra dentro de mim.

Não quero mais ser assim.

Chega de se preocupar com o que não é meu.

Chega de ir atras demais do que não vai ser meu.

Deixe que sintam minha falta.

Chega!

As vezes eu me sinto muito menina. As vezes eu me sinto muito mulher.

Chega! Não sei mais nem quem sou.

Eu sei o que eu quero. Mas não sei quem eu sou.

Eu sinto falta. Mas não encontro o que ocupe o espaço da falta.

Eu sinto vontade, sede e fome.

E chega! Chega de pensar demais em mim mesma.

Um pouco mais de solidariedade pra dentro de mim.

Eu quero. Mas eu não corro atrás.

Um pouco mais de disposição de boa vontade pra dentro de mim.

As vezes eu me sinto tão menina.

Chega de agir sem pensar.

Abusarei mais da minha inteligência.

Um pouco mais de palavras de incentivo pra dentro de mim: Vamos lá Lelê! Você pode! Você consegue! Você é capaz!

Um livro de auto-ajuda, ajuda?

Chega! Eu não quero mais pensar que só sou capaz com alguém do meu lado.

As vezes eu me sinto tão mulher.

Eu penso que sou dona do mundo. Que mando e desmando.

Chega! Sou igual a muita gente. Não mando nem desmando.

Chega! Um pouco mais de paciência pra dentro de mim.

As vezes eu queria fugir.

Fugir de mim. Alguém tem a receita?

Chega! Eu já sei que não adianta fugir dos problemas.

Um pouco menos de orgulho, egoísmo, individualismo de dentro de mim.

Chega! Eu quero ser diferente.

Se eu me incomodo do jeito que sou, é provavel que terceiros se incomodem muito mais.

Chega! Não quero mais me importar com o que pensam de mim.

Lembre-se sempre que sou mais conteúdo do que corpo.

Esbanje mais do que tenho.

Tem dias que me sinto bem. Tem dias que me sinto muito mau.

Chega! Eu quero ser sempre bem.

Chega! Eu não quero mais falar…

 

De mim, pra mim mesma.

Me sinto suja.

criado por le_dj    12:17 — Arquivado em: Sem categoria

30.7.07

Um pouco mais de mim

Um dia, antes de dormir, eu estava me auto-entrevistando. Ficou interessante enquanto em pensava. Pena que eu dormi e esqueci umas coisas. Sorte que a auto-entrevista era formada por perguntas simples, não bem perguntas, mas eram coisas que me fazem ser quem sou. Então vamos lá!

 

Eu e eu mesma

Um pensamento…. Ser feliz, sempre!

Um desejo… Não dever satisfações a ninguém

Um vício… Internet

Uma cor… Laranja

Uma comida… Arroz e feijão novinho

Um doce… Chocolate

Uma recordação… Todo e qualquer acampamento escoteiro

Uma música… Eu preciso dizer que te amo -Cazuza

Uma paixão… Teatro

Uma frase… "Tu te tornas eternamente resposável por aquilo que cativas"

Um lugar… Qualquer um, desde que bem acompanhada!

Uma alegria… Os amigos

Uma tristesa… A distância

Um revolta… Falta de atitude do povo brasileiro

Um livro… Depois daquela viagem

Um filme… Efeito Borboleta

Um objeto essencial… Lapiseira -com grafite

Uma maravilha… O encontro das águas do rio Negro com o rio Solimões

Uma idéia… Fugir!

Uma raiva… Traição

Um esporte… Natação

Um tique-nervoso… Estralar os dedos

Um nervoso… Me fazer de trouxa

Um medo… Ser usada

Uma vontade… Conhecer a Europa

Um momento… Dois de Outubro de Dois mil e cinco

Um plano de vida… Jornalista bem sucedida

Um site… www.naosaiacomele.com.br

Uma pessoa… Meu avô

Um amor… Meu pai

Um arrependimento… Nenhum, sou orgulhosa!

Um defeito… Individualista

Uma qualidade… Organizada

Um defeito-qualidade… Afetiva

Uma idade… 100 anos do escotismo

Uma parte do corpo que gosta… Sorriso (é parte do corpo? rs)

Uma parte do corpo que não gosta… Pé!

Uma mania… Dormir abraçada com a almofada

Um pedido… De paz

Um animal… Arara Azul

Um lema… Sempre Alerta!

Uma flor… Margarida

Uma arvore… Eucalipto

Uma sensação… Ansiedade

Um dia… Sábado

Uma coisa que ainda vai ter… Dreads e tatoo (mais uns princings)

Um sotaque… Catarinense

Uma temperatura… 12 °C

Um palavrão… PORRA!

Um pecado… Gula

Um número… Sete

Um telefone… Da Giu e da Fe (é, aqui são dois mesmo)

Um email… Do Augusto

Uma condição… Lealdade

Um apelido… Lelerdeza

Uma coisa que faça parte da personalidade… Palhaça, teimosa

Uma saudade… "Pega na minha e balança" -em todas suas versões

Letícia é igual a…? Alegria, sinceridade e confiança

Um conselho… Veja, peça e faça tudo com ALEGRIA

 

                                                                   -Demorei pra responder isso.

                                   by Eu mesma. -recortada pelo Augustonto.

 

 

 

 Beijos e AQUELE abraço,

Letícia.

Ah! Outro pedido: Comentem!

criado por le_dj    23:51 — Arquivado em: Sem categoria

26.7.07

Qual é o seu problema?

Qual é o seu problema?

O seu problema sou eu!

O seu problema sou eu não ser loira com peitos ENORMES!

O seu problema sou eu não ter fotos indecentes no orkut! Com metade do meu peito pra fora, mais as minhas pernas e a barriguinha sexy SEM PIRCING aparecendo!

O seu problema sou eu não ser como as outras.

O belo pra você seria eu rir de todas suas falsas traquinagens, dizer que era tudo incrível, que você era louco e que eu jamais faria igual.

O seu problema sou eu ter mais histórias que você. E serem todas bem mais empolgantes que as suas. Serem todas realmente verdadeiras traquinagens.

O belo pra você seria se eu aparecesse sempre com um decote gigante e uma saia curta. Seria eu rebolar a cada passo. E deixar qualquer coisa cair pra eu pegar e a minha bundinha modesta ficar pra fora!

Oh! Se isso é belo pra vc não venha me cobrar sabedoria!

Eu sei do que sei. Não te devo satisfações.

E se pensas que sou "certinha", não se iluda! Eu nunca disse que era santa!

E se pensas agora que sou a mãe de todas as mulheres vacas, não se iluda! Eu nunca disse que era uma prostituta!

Mas já chega! Não quero te mostrar quem realmente sou. Não faço isso com ninguém, com você muito menos. Eu sei quem sou, eu sei o que quero. Sei das minhas atitudes e sei das minhas razões.

Eu desisto! Nunca pensei que um dia fosse dizer isso. Cansei de procurar quem satisfaça meus desejos de menina.

 

by Dédé

"Eu sou assim. E se quiser gostar de mim, aí, meu samba é assim" -MD2

 

 

A campanha contra os homens filhos da puta e moles está de volta!

CANSEI DE CONTAR SOBRE A AMAZÔNIA! Façamos agora um verdadeiro tolices sagradas de um anjo ateu.

criado por le_dj    22:20 — Arquivado em: Sem categoria

12.7.07

Pau Rosa com Nhoque

Mais um dia em Parintins. Na noite passada outro escoteiro, o Luís, chegou no barco (esqueci de contar isso no dia certo), então, logo cedo eu e o Luís -também conhecido como Ramos - fomos até a casa do secretário da saúde ver com ele se era possível colocarmos em prática algumas ações escoteiras relacionadas a saúde no mesmo dia no período da tarde. Porém o dia era sábado, final de semana, todo mundo querendo descançar e nenhuma das comunidades funcionando! (Claro, né? Só em São Paulo que o povo é hiperativo e não para nunca!).

 

Inicialmente o secretário não se mostrou muito disposto a colaborar com a gente, depois ele foi vendo que tinhamos bons materiais e foi colaborando mais e mais. Mas mesmo assim ele não conseguiu nada para a gente!

 

O bom de cidade pequena é que todo mundo se conhece. Parintins não é das maiores cidades, ou seja, todo mundo se conhece. Como eu e o Luís estavamos vestindo o traje escoteiro neste dia, o taxista nos disse que conhecia um chefe escoteiro, e nos levou até ele.

 

Que escoteiro gosta de encontrar com outro escoteiro todo mundo sabe! A conversa rende que só vendo. Esse dia ficamos trocando informações básicas. Acho que aquela foi a primeira vez que escoteiros de São Paulo iam até Parintins. Engraçado, dava pra ver um brilho nos olhos do Chefe escoteiro de Parintins quando nós dissemos que desejavamos fazer uma atividade escoteira com o grupo dele, foi ai então que ele abriu um sorrizão e disse que a tropa escoteira masculina dele (Jovens de 11 a 15 anos) estariam em um campeonato de futebol a tarde, no "G29". Não confirmamos nossa presença no campeonato, porque até então o secretário da saúde não tinha nos confirmado nada.

 

Voltamos para o barco no horario marcado: meio-dia! Almoçamos! Ah, como eu sinto saudades dessas refeições. A comida só não era melhor que a da minha vózinha, mas era boa demais. E aquele creme de cupuaçu? E o abacaxi mais doce que eu já comi? Huum… inexplicavél! É pra deixar todo mundo com água na  boca mesmo.

 

Depois do almoço fomos gravar a matéria do Pau Rosa! Acreditem ou não, mas é desta árvore Pau Rosa que a essência do Chanel nº5 é extraída. A árvore já quase não existe mais na região e todos os locais que extraiam a essência, atualmente estão fechados pela lei.

 

Em seguida fomos até o campeonato escoteiro! Chegamos no final, o time do "caprichoso" havia ganho a final! Nos apresentamos para os jovens, e demos um jogo e uma canção. A atividade foi comandada pelo Luís. Inicialmente todos se mostraram bastante tímidos, mas depois já estavam bastante entretidos com o jogo. Aproveitamos a oportunidade para falarmos também de saúde bucal. O Luís, que é farmacêutico, falou um pouco com os escoteiros e depois demos escovas de dente para eles. Foi super bacana!

Infelizmente não tenho fotos dessa atividade.

Sim, eu sou uma pessoa desatenta muitas vezes!

É, eu sei que eu vacilei!

Acontece nas melhores famílias.

 

 

Voltamos para o barco, de taxi, nosso transporte comum quando o secretário do turismo não queria colaborar com a gente. De repente a Marina começa a rir e não para mais. O caminho todinho ela ficou rindo e eu não entendi nada. Chegando no barco ela me disse "Lê, o taxista chama Enoque, só que de manhã, quando você não estava, a gente fico chamando ele de "nhoque", mas acho que ele não gostou muito da brincadeirinha. E o pior foi que ele ainda disse: Meu nome é Enoque com N maíusculo, olha só na identidade". Eu ri! Foi a história mais maldosa de toda a expedição, mas eu ri muito. Mas o pior ainda estava por vir.

 

A noite toda equipe saiu para gravar o ensaio do Garantido, outro boi da festa de Parintins. Saímos em três taxis. Eu saia do barco conversando com o Ismael (cinegrafista),  e carregando as baterias da máquina, o Ismael seguiu em direção ao "gol bolinha", taxi do "nhoque" e eu o-seguia… mudei de fluxo na mesma hora que lembrei do "nhoque", só pensei que não ia aguentar, eu sabia que ia rir o caminho todo, fui em outro taxi, rindo da história do nhoque.

 

Chegamos no ensaio do Garantido cedo demais, ficamos esperando uns 40 minutos, tempo suficiente pra conhecer o ambiente, conversar, tirar foto, comprar brincos, bala…

Início do ensaio

 

E quando o ensaio começou não teve pra ninguém! Músicas, coreografias, figurinos e público tudo muito bom. Fomos muito bem recebidos pelos diretores do Garantido, ficaram todo o tempo com a gente e uma das moças ainda me disse "Vô fazer uma ala com vocês na festa" e caiu na gargalhada! Eu me sentia a própia gringa nesses ensaios. Já não tenho gingado nenhum, no meio daquela gente toda que dançava super bem, só faltava eu dançar com os dedinhos pra cima e um copo de caipirinha na mão. Hahahahaha!

 

Palco do Garantido - Boi vermelho e branco

 

Depois de muitas gravações, muitas fotos, passinhos novos e muita água, fomos embora! Dessa vez eu carregava o tripé -pesado que só - e ia levando ele até o táxi, cantando as músicas junto com a Marina, pensando no dia de amanhã, quando escuto o Ismael dizer "Oh Sr. Nhoque, abre aqui por favor" e apontou pro porta-malas, na mesma hora comecei a rir e rezei pra não ter que ir no taxi do "nhoque". Minhas preces não foram atendidas. Eu fui com o nhoque, e ainda fui no banco do passageiro, bem do lado dele, rindo muito! Rindo em silêncio, só a barriga tremia, e a cabeça quase toda pra fora do vidro pro tal do taxista não perceber que eu tava rindo, mas não dava pra segurar! Eu não sei segurar risada! Minutos depois eu já tava rindo muito alto, e continuei rindo até a hora de ir dormir.

criado por le_dj    22:32 — Arquivado em: Sem categoria

5.7.07

Dois em um

Posso contar dois dias em um único post? Se não puder eu vou contar do mesmo jeito, tô nem ai. hehehe. Foram dias relativamentes breves, não breves, mas sem muita coisa pra contar.

 

3º dia

Saimos bem cedinho de Manaus com o barco grande, nosso querido Sebastião Borges. Navegamos o dia todo. Enquanto o barco navegava a gente dormia, lia, ouvia música, cantava, jogava baralho e dominó, assistia DVD, comiamos o dia todo… enfim, inventavamos o que fazer, porque nunca tinha nada pra fazer em dia que o barco navegava.

 

Nesse dia eu resolvi tirar fotos, afinal já era o meu terceiro dia e eu quase não tinha fotos com tema: Lele na Amazônia, hehehe, o que eu ia colocar no orkut depois? rs, quanta merda!

Vento do rio Amazonas

E assim se passou o meu terceiro dia. No fim da tarde, -inicio da noite- chegamos na cidade de Itacoatiara. Descemos do barco só pra conhecer a cidade e ligar pra família.

 

4º dia:

E navega, e navega e navega sem parar.

Hoje o dia foi mais feliz! No terceiro andar do barco jogavamos dominó e cantavamos boas músicas nacionais bem alto, tão alto ao ponto de acordar o chefe da expedição! Ele sobe pro 3º andar, olha pra cara da Marina e pra minha e diz "é sempre culpa de estágiário".

 

Umas 16 horas chegamos em Parintins, a cidade amazonense onde acontece a segunda maior festa do Brasil. A festa do boi Caprichoso e Garantido. Pra nossa felicidade (pelo menos pra minha) chegamos na cidade, propositalmente, uma semana antes da festa, então estavam acontecendo os ensaios.

 

Como chegamos na sexta, na sexta acontecia o ensaio do Caprichoso. O Boi preto com a estrela azul na cabeça, ou seja, nada de vestir vermelho naquele lugar! Fomos gravar o ensaio. Ensaio que foi super divertido. Adorei demais, fiquei encantada, e ainda me disseram que o ensaio não é nada perto da festa, e eu já tava adorando o ensaio…

Lele com medo e o boi Caprichoso

O boi e a sinhazinha - Caprichoso.

Sou azul! Sou azul! Sou azul! Sou Caprichoso. Depois a gente não parou mais de cantar a música…

criado por le_dj    16:10 — Arquivado em: Sem categoria

1.7.07

Encontro das águas

O segundo dia começou muito bem! Afinal, qual dia começaria mal com aquele café-da-manhã? Impossivel. Imagine você que eu comia todo dia, logo cedo, uma tapioca com queijo, mais uma fatia de pão caseiro fresquinho com requeijão e queijo, mais um suco de alguma coisa, geralmente cupuaçu, ou café preto quando dava vontade (na maioria das vezes era suco, ninguém merece tomar café quente naquele calorão!).

 

Depois dessa apetitosa refeição, fomos com o Sebastião Borges (o barco grande) até o pier do hidroavião. Lá, eu, Marina, André (reportér) e o Ismael (cinegrafista) esperamos cerca de uma hora, até a Meri ligar pro piloto do hidroavião e dizer que o barcão já tinha chego no encontro das águas do rio Negro com o Solimões. Assim que a ligação foi recebida subimos no hidroavião, e sobrevoamos o impressionante encontro das águas. Eu não acreditava que tava vendo aquilo com meus própios olhos! Fiquei pasma, não acreditava que essa fenômeno da natureza realmente existe, e que pra mim ele deixou de existir só nas reportagens da TV.

 

Equipe e o piloto do avião no pier do mesmo

Encontro das águas

Sebastião Borges no encontro das águas

Manaus

Ah! Foi muito bom sobrevoar o encontro das águas e um pedacinho de Manaus com o Hidroavião, uma experiência inesplicavel e inesquecivel. Coisa que raramente se repitirá na minha vida. Enquanto existiu, foi bem aproveitado, muito bem aproveitado!

 

E viva a super produção! Enquanto nós estavamos dentro do hidroavião, o chefe da expedição, mais um outro cinegrafista, estavam dentro de um helicóptero fazendo imagens aéreas da cidade, do encontro das águas, e dessa nossa super produção. Por que afinal, dentro do barco ainda tava o escoteiro e históriador, Rodrigo, e a Meri. Viva a super produção.

 

Depois dessa maravilhosa experiência pessoal, profissional, visual, …enfim, voltamos pra o pier do hidroavião e ficamos mais uma hora esperando o barcão voltar. Tempo suficiente pra gente conversar, dar um tchibum no rio Negro, fazer guerrinha de água (Lele X Ismael), dormir debaixo do sol deitada no pier, virar motivo de piadinha enquanto dormia, pq segundo fontes eu ronquei, mas só ronco quando durmo de barriga pra cima, pô! Ninguém acredita, mas isso acontece com todo mundo. Deu tempo também da gente encontrar meu parente, o bicho preguiça! Que tinha um filhotinho abraçado na sua barriga. Mas ele é tão lindo! Tão lindo que nem me cansava ficar com o pescoço esticado pra cima.

Bicho Preguiça

 

Passada essa uma hora, o barco chegou, voltamos para nosso lar durante a expedição (piadinha ruim, né?). Depois do almoço, fomos até Manaus. Era dia de tarde livre! Fui mandar noticias pra casa, email pra casa, email pra Giulia que dizia "MEUUU… CADE A PORCARIA DA MINHA NOTA NA INTERNET?Vo morrer de curiosidade e saudade!". Incrivel que uns 15 minutos depois ela me respondeu, e eu voltei pra internet, e ela ainda não sabia da minha nota, e a gente continuava com saudades…

 

criado por le_dj    21:42 — Arquivado em: Sem categoria

29.6.07

Voô 1704

Aeroporto de Cumbica/SP. As 21:09 encontrei a Marina. Marina é a estudante de jornalismo da Anhembi que vai junto comigo, pra quem não sabe fui como escoteira. Check in feito, foto tirada, entramos para o embarque. Conversa vem, conversa vai, ouvimos: "Antenção passageiros do voô 1704 com destino a Manaus, este voô terá atraso de uma hora, devendo sair as 23 horas e 30 minutos", seguidos de alguns suspiros nervosos dos passageiros.
Não demorou muito pra essa uma hora passar, conversamos tanto que passou rapidinho. As 23:30 entramos no avião que demorou mais uns 10 minutinhos pra subir até as nuvens! Chegamos em Manaus as 3:30 (horário de São Paulo), no horário local já era 4:30. Pegamos nossas pesadas mochilas e seguimos em frente no aeroporto Eduardo Gomes, logo encontramos o repórter e a produtora da equipe junto com o comandante do barco, entramos no carro, e fomos até o pier da família do comandante, aonde o barco estava parado, o percurso levou cerca de 20 minutos, tempo necessário pra eu notar que a temperatura da cidade não era das mais baixas, muito pelo contrário.

Chegamos no barco, levamos nossas bagagens para o quarto, dividi o quarto com a Marina durante toda a viagem. Dormimos apenas duas horas. Acordei olhando pela janelinha do quarto uma das paisagens mais lindas que já vi em toda minha vida, o rio Negro em época de cheia, com as árvores existentes ao seu redor cobertas até a copa de água. Fiquei encantada! Vi que tudo aquilo que eu sempre aprendi na escola sobre a floresta Amazônica realmente acontece e é incrível. Acredite ou não mas a imagem a baixo é a paisagem que eu tinha da janelinha do meu quarto nos primeiros dias.

         

Durante a manhã gravamos um bate-papo sobre aquecimento global com crianças de 10 anos na Fundação Bradesco. Como jornalista, inicialmente, já deu pra ver como é que funciona essa loucura toda da televisão, e que pra sair bem feito tem que repetir mil vezes a mesma coisa! Chegou uma hora que eu já não aguentava mais ver o André, o reporter dizer "Professora, você acredita que…"

 

Depois do almoço, uma refeição maravilhosa preparada pelo Tio Paulo, fomos de voadeira -um barco rápido, muito usado na região - até o Museu do Seringau. Lá conversamos com um ex-seringueiro, o Sr. Jorge, que foi seringueiro durante 12 anos. Sr. Jorge nos mostrou os procedimentos para a fabricação da borracha, desde a extração do latex até a coagulação do leite. Nos contou também as problemáticas daquela época, disse:  "Escravo eram os seringueiros! A gente acordava de madrugada pra tirar o leite da seringueira por que de dia, como é muito quente, não rende muito, o latex coagula muito rápido. E a gente trabalhava dia e noite. Porque de dia tinha que ficar na beira da fogueira preparando a borracha. O teatro Amazonas foi construido com o dinheiro tirado do trabalho dos seringueiros." E eu pensava: como é sofrida a história do nosso país; eu olhava ao meu redor e pensava: como é bela a paisagem do nosso país! Nós brasileiros só temos que agradecer."

Vista do Museu do Seringau

Latex escorrendo na tigela

     A noite fomos no teatro Amazonas, assistir a apresentação de um balé folclórico do tipo "respire arte e te faça entender", não foi a melhor apresentação que eu já assisti, mas também não foi a pior, mas sem dúvidas podia ser muito melhor. Sabe aquelas coisas que a gente vê e pensa: os caras tem muito material pra explorar e muito potencial, mas não sabem usar o que tem, pois é, foi exatamente isso que aconteceu na apresentação.

Teatro Amazonas - eu e Marina.

     Infelizmente a apresentação viro motivo de chacota depois.Mas eu ri! hahahahaha. Saimos do teatro, e fomos jantar. Jantar pizzas. Pizzas estilo padaria. hahahaha. Mas deu pra matar a fome, e conhecer melhor a equipe. Estava sentada perto da produtora, Meri, e dos cinegrafistas, Leo e Ismael. Ismael pergunta: Qual é a pauta de amanhã? Meri responde: Vamos gravar de manhã o encontro das águas do rio Negro e do Solimões. Leo completa: Meu, eu já vi o encontro das águas. Quer vê, pega a câmera ai Ismael, -nisso ele junta um copo de cerveja clara com um copo de cerveja escura e diz - ta vendo, é assim, filma ai! E todo mundo caiu na gargalhada.

criado por le_dj    19:04 — Arquivado em: Sem categoria

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