12.7.07
Pau Rosa com Nhoque
Mais um dia em Parintins. Na noite passada outro escoteiro, o Luís, chegou no barco (esqueci de contar isso no dia certo), então, logo cedo eu e o Luís -também conhecido como Ramos - fomos até a casa do secretário da saúde ver com ele se era possível colocarmos em prática algumas ações escoteiras relacionadas a saúde no mesmo dia no período da tarde. Porém o dia era sábado, final de semana, todo mundo querendo descançar e nenhuma das comunidades funcionando! (Claro, né? Só em São Paulo que o povo é hiperativo e não para nunca!).
Inicialmente o secretário não se mostrou muito disposto a colaborar com a gente, depois ele foi vendo que tinhamos bons materiais e foi colaborando mais e mais. Mas mesmo assim ele não conseguiu nada para a gente!
O bom de cidade pequena é que todo mundo se conhece. Parintins não é das maiores cidades, ou seja, todo mundo se conhece. Como eu e o Luís estavamos vestindo o traje escoteiro neste dia, o taxista nos disse que conhecia um chefe escoteiro, e nos levou até ele.
Que escoteiro gosta de encontrar com outro escoteiro todo mundo sabe! A conversa rende que só vendo. Esse dia ficamos trocando informações básicas. Acho que aquela foi a primeira vez que escoteiros de São Paulo iam até Parintins. Engraçado, dava pra ver um brilho nos olhos do Chefe escoteiro de Parintins quando nós dissemos que desejavamos fazer uma atividade escoteira com o grupo dele, foi ai então que ele abriu um sorrizão e disse que a tropa escoteira masculina dele (Jovens de 11 a 15 anos) estariam em um campeonato de futebol a tarde, no "G29". Não confirmamos nossa presença no campeonato, porque até então o secretário da saúde não tinha nos confirmado nada.
Voltamos para o barco no horario marcado: meio-dia! Almoçamos! Ah, como eu sinto saudades dessas refeições. A comida só não era melhor que a da minha vózinha, mas era boa demais. E aquele creme de cupuaçu? E o abacaxi mais doce que eu já comi? Huum… inexplicavél! É pra deixar todo mundo com água na boca mesmo.
Depois do almoço fomos gravar a matéria do Pau Rosa! Acreditem ou não, mas é desta árvore Pau Rosa que a essência do Chanel nº5 é extraída. A árvore já quase não existe mais na região e todos os locais que extraiam a essência, atualmente estão fechados pela lei.
Em seguida fomos até o campeonato escoteiro! Chegamos no final, o time do "caprichoso" havia ganho a final! Nos apresentamos para os jovens, e demos um jogo e uma canção. A atividade foi comandada pelo Luís. Inicialmente todos se mostraram bastante tímidos, mas depois já estavam bastante entretidos com o jogo. Aproveitamos a oportunidade para falarmos também de saúde bucal. O Luís, que é farmacêutico, falou um pouco com os escoteiros e depois demos escovas de dente para eles. Foi super bacana!
Infelizmente não tenho fotos dessa atividade.
Sim, eu sou uma pessoa desatenta muitas vezes!
É, eu sei que eu vacilei!
Acontece nas melhores famílias.
Voltamos para o barco, de taxi, nosso transporte comum quando o secretário do turismo não queria colaborar com a gente. De repente a Marina começa a rir e não para mais. O caminho todinho ela ficou rindo e eu não entendi nada. Chegando no barco ela me disse "Lê, o taxista chama Enoque, só que de manhã, quando você não estava, a gente fico chamando ele de "nhoque", mas acho que ele não gostou muito da brincadeirinha. E o pior foi que ele ainda disse: Meu nome é Enoque com N maíusculo, olha só na identidade". Eu ri! Foi a história mais maldosa de toda a expedição, mas eu ri muito. Mas o pior ainda estava por vir.
A noite toda equipe saiu para gravar o ensaio do Garantido, outro boi da festa de Parintins. Saímos em três taxis. Eu saia do barco conversando com o Ismael (cinegrafista), e carregando as baterias da máquina, o Ismael seguiu em direção ao "gol bolinha", taxi do "nhoque" e eu o-seguia… mudei de fluxo na mesma hora que lembrei do "nhoque", só pensei que não ia aguentar, eu sabia que ia rir o caminho todo, fui em outro taxi, rindo da história do nhoque.
Chegamos no ensaio do Garantido cedo demais, ficamos esperando uns 40 minutos, tempo suficiente pra conhecer o ambiente, conversar, tirar foto, comprar brincos, bala…

Início do ensaio
E quando o ensaio começou não teve pra ninguém! Músicas, coreografias, figurinos e público tudo muito bom. Fomos muito bem recebidos pelos diretores do Garantido, ficaram todo o tempo com a gente e uma das moças ainda me disse "Vô fazer uma ala com vocês na festa" e caiu na gargalhada! Eu me sentia a própia gringa nesses ensaios. Já não tenho gingado nenhum, no meio daquela gente toda que dançava super bem, só faltava eu dançar com os dedinhos pra cima e um copo de caipirinha na mão. Hahahahaha!

Palco do Garantido - Boi vermelho e branco
Depois de muitas gravações, muitas fotos, passinhos novos e muita água, fomos embora! Dessa vez eu carregava o tripé -pesado que só - e ia levando ele até o táxi, cantando as músicas junto com a Marina, pensando no dia de amanhã, quando escuto o Ismael dizer "Oh Sr. Nhoque, abre aqui por favor" e apontou pro porta-malas, na mesma hora comecei a rir e rezei pra não ter que ir no taxi do "nhoque". Minhas preces não foram atendidas. Eu fui com o nhoque, e ainda fui no banco do passageiro, bem do lado dele, rindo muito! Rindo em silêncio, só a barriga tremia, e a cabeça quase toda pra fora do vidro pro tal do taxista não perceber que eu tava rindo, mas não dava pra segurar! Eu não sei segurar risada! Minutos depois eu já tava rindo muito alto, e continuei rindo até a hora de ir dormir.


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