29.6.07

Voô 1704

Aeroporto de Cumbica/SP. As 21:09 encontrei a Marina. Marina é a estudante de jornalismo da Anhembi que vai junto comigo, pra quem não sabe fui como escoteira. Check in feito, foto tirada, entramos para o embarque. Conversa vem, conversa vai, ouvimos: "Antenção passageiros do voô 1704 com destino a Manaus, este voô terá atraso de uma hora, devendo sair as 23 horas e 30 minutos", seguidos de alguns suspiros nervosos dos passageiros.
Não demorou muito pra essa uma hora passar, conversamos tanto que passou rapidinho. As 23:30 entramos no avião que demorou mais uns 10 minutinhos pra subir até as nuvens! Chegamos em Manaus as 3:30 (horário de São Paulo), no horário local já era 4:30. Pegamos nossas pesadas mochilas e seguimos em frente no aeroporto Eduardo Gomes, logo encontramos o repórter e a produtora da equipe junto com o comandante do barco, entramos no carro, e fomos até o pier da família do comandante, aonde o barco estava parado, o percurso levou cerca de 20 minutos, tempo necessário pra eu notar que a temperatura da cidade não era das mais baixas, muito pelo contrário.

Chegamos no barco, levamos nossas bagagens para o quarto, dividi o quarto com a Marina durante toda a viagem. Dormimos apenas duas horas. Acordei olhando pela janelinha do quarto uma das paisagens mais lindas que já vi em toda minha vida, o rio Negro em época de cheia, com as árvores existentes ao seu redor cobertas até a copa de água. Fiquei encantada! Vi que tudo aquilo que eu sempre aprendi na escola sobre a floresta Amazônica realmente acontece e é incrível. Acredite ou não mas a imagem a baixo é a paisagem que eu tinha da janelinha do meu quarto nos primeiros dias.

         

Durante a manhã gravamos um bate-papo sobre aquecimento global com crianças de 10 anos na Fundação Bradesco. Como jornalista, inicialmente, já deu pra ver como é que funciona essa loucura toda da televisão, e que pra sair bem feito tem que repetir mil vezes a mesma coisa! Chegou uma hora que eu já não aguentava mais ver o André, o reporter dizer "Professora, você acredita que…"

 

Depois do almoço, uma refeição maravilhosa preparada pelo Tio Paulo, fomos de voadeira -um barco rápido, muito usado na região - até o Museu do Seringau. Lá conversamos com um ex-seringueiro, o Sr. Jorge, que foi seringueiro durante 12 anos. Sr. Jorge nos mostrou os procedimentos para a fabricação da borracha, desde a extração do latex até a coagulação do leite. Nos contou também as problemáticas daquela época, disse:  "Escravo eram os seringueiros! A gente acordava de madrugada pra tirar o leite da seringueira por que de dia, como é muito quente, não rende muito, o latex coagula muito rápido. E a gente trabalhava dia e noite. Porque de dia tinha que ficar na beira da fogueira preparando a borracha. O teatro Amazonas foi construido com o dinheiro tirado do trabalho dos seringueiros." E eu pensava: como é sofrida a história do nosso país; eu olhava ao meu redor e pensava: como é bela a paisagem do nosso país! Nós brasileiros só temos que agradecer."

Vista do Museu do Seringau

Latex escorrendo na tigela

     A noite fomos no teatro Amazonas, assistir a apresentação de um balé folclórico do tipo "respire arte e te faça entender", não foi a melhor apresentação que eu já assisti, mas também não foi a pior, mas sem dúvidas podia ser muito melhor. Sabe aquelas coisas que a gente vê e pensa: os caras tem muito material pra explorar e muito potencial, mas não sabem usar o que tem, pois é, foi exatamente isso que aconteceu na apresentação.

Teatro Amazonas - eu e Marina.

     Infelizmente a apresentação viro motivo de chacota depois.Mas eu ri! hahahahaha. Saimos do teatro, e fomos jantar. Jantar pizzas. Pizzas estilo padaria. hahahaha. Mas deu pra matar a fome, e conhecer melhor a equipe. Estava sentada perto da produtora, Meri, e dos cinegrafistas, Leo e Ismael. Ismael pergunta: Qual é a pauta de amanhã? Meri responde: Vamos gravar de manhã o encontro das águas do rio Negro e do Solimões. Leo completa: Meu, eu já vi o encontro das águas. Quer vê, pega a câmera ai Ismael, -nisso ele junta um copo de cerveja clara com um copo de cerveja escura e diz - ta vendo, é assim, filma ai! E todo mundo caiu na gargalhada.

criado por le_dj    19:04 — Arquivado em: Sem categoria

28.6.07

Esclarecendo…

Queridos anjos,

como a maioria de vcs já devem estar ciêntes passei uma temporada de oito dias na Amazônia, junto com uma equipe de profissionais. Venho por meio deste contar-lhes a minha experiência e os meus pensamentos. Passados os oito dias devo começar a fazer deste um verdadeiro "Tolices sagradas de um abjo ateu", sendo eu o anjo! hahahaha.

Pra dar o gostinho da coisa solto então a primeira imagem, a concepção que todo mundo tem de Amazônia. Foto do meu 2º dia lá, a selva alagada, sob as águas od rio Negro.

Beijos, abraços e sorrisos a todos.

criado por le_dj    22:27 — Arquivado em: Sem categoria

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