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Terra Blog

03.08.08

A gente sempre tem

Uma folha pra riscar

Um tempo pra passar

Um problema pra solucionar

Alguém pra ajudar

Um telefone pra discar

Amigos pra abraçar

Uma razão pra reclamar

Um desespero pra rezar

Um amor pra recordar

Uma situação pra imaginar

Um desejo à se realizar

Uma promessa pra cumprir

Uma pizza pra esquentar

Um autor pra descobrir

Um livro pra ler

Um filme pra dormir

Uma foto pra sorrir

Uma vontade de chorar

Saudades pra matar

Um assunto pra comentar

Uma novidade pra contar

Um motivo pra pular

Um desenho pra criar

Uma viagem pra planejar

Uma vida pra aprender...

O sonho de voar

 

 

30.06.08

Desconhecido

Ouvindo o MPB de sempre ela pensava que ele provavelmente não gostava dessas músicas. Que ele deve detestar Cazuza em dias apaixonados, mas deve ser simpatizante de Cazuza em dias de autenticidade.


Ela já estava cansada de se questionar porque eles não eram íntimos. E está a um passo de desistir de tentar entender porque é que seus caminhos e olhares se cruzam o tempo todo, mas nunca passou disso.


Ela ria ao lembrar porque tinha se interessado por ele. Era só saudade de um conhecido que se assemelha ao desconhecido. Ela ria mais ao perceber que o conhecido e o desconhecido nada têm de igual, nem mesmo a estatura, nem o cabelo, nem o jeito de andar, nem de se vestir.

 
Ela queria saber mais sobre ele. Queria contar quantos cachinhos ele tem no cabelo, qual sua música favorita, sua cor predileta, sua estampa xadrez preferida, qual é seu tênis mais confortável, qual livro mais gostou de ler, o que estuda na universidade, quantos anos tem, seu nome e como gosta de ser chamado.


Ela nada sabia sobre ele, e tudo queria saber. Por mais que já tivesse buscado em todos os meios que a tecnologia nos oferece, ela não encontrava. Pesquisou página por página, mas foram todas tentativas falhas. Observou cada passo enquanto sua vista o - alcançava, analisou cada expressão, e foi o suficiente para se apaixonar pelo seu jeito de andar, pelo seu sorriso.


Apesar de discordar de algumas atitudes dele, que ela já tinha observado, o que a confortava era saber que ninguém é perfeito, e que são as imperfeições que encantam, como dizem há tempos: os opostos se atraem. Suas atitudes são um desafio para encaixá-lo no seu estereotipo de perfeição, e que se não houvesse esse defeito, não teria graça, seria do tipo tão perfeito, que cansa.

E o que se entende por “do tipo perfeito”? Rebelde, que anda como se fosse o rei da malandragem, amigo íntimo da simpatia, e irmão da timidez enrustida. Que aumenta nela o desejo fulminante de conhecê-lo, que faz com que ela implore a quem possa oferecer um pouco de malandragem para conseguir olhar no fundo dos seus olhos e dizer com o sorriso mais singelo e tímido, um simples: Oi!

23.03.08

"Hoje eu sei o que é dor de verdade"

E de repente você se vê de calça jeans e all star, com guarda-chuva na mão esperando ansiosamente pela chegada mais esperada de todos os últimos tempos.

Enquanto aguarda, um tanto quanto inquieta, lembra-se de cada sorriso que deram juntos. De tantas brincadeiras de criança, de todas as vezes que vc berrou seu nome quando se encontravam, de todos os dias que você ouvia um elogiu indelicado como "você tem fogo no cu", de cada abraço... E quanto mais você recorda mais vontade tem de reencontrar, de poder abraçar de novo.

Nas mãos você segura uma fotografia de vocês dois juntos. Aqueeela foto do dia que vocês pensaram que teriam um treco de tanto rir, ou no mínimo fariam "xixi nas calças". A foto mais engraçada que alguém pode ter! Os dois descabelados, um com a mão no nariz do outro, vermelhos de tanto rir, vestindo uma roupa esquisita, sorrindo dos olhos ficarem miúdinhos.

Daí então você se pega com os olhos cheios de lágrima e pensando no tanto que as saudades doem, de que não existe dor pior no mundo. E tudo o que você deseja naquele minuto e ter nos braços o abraço que sente mais falta. Então você chora. A chuva aperta, você não procura um lugar para se proteger da chuva. Você se mantém intacta. A chuva? A chuva molha,... mas não apaga e nem diminui o tanto que as saudades lhe doem.

Vinte minutos se passaram e a chuva não deu tréguas a você. O jeans está todo molhado, a fotografia você protege junto ao peito todo o tempo, para que a recordação mais querida não seja perdida. O cabelo está seco. Mas chove tanto que você parece que está "úmida". É então que resolve levantar a cabeça, mostra a quem quer ver a cara das saudades. E inevitavelmente começa a sorrir. Inconsequentemente, sem prestar atenção atravessa a rua movimentada correndo -que por sorte, ou não, apresenta um congestionamento histórico. Corre tanto que não se dá conta se já correu muito ou se não conseguiu correr tanto devido ao peso da calça molhada.

Ele ri ao te ver naquela situação. Ri tanto que não sabe se ri ou chora. Você, por ver aqueles olhos castanhos sorrindo, sorri também! E em meio tanto riso, no meio da chuva, no meio do trânsito os braços se encontram provocando o mais lindos dos reencontros, o mais emocionante dos abraços e a mais gostosa de todas as gargalhadas. Inevitavelmente você berra o seu nome, como de costume, ele continua a rir, pois nunca conseguiu ter outra atitude quando ela fazia isso, a não ser abraça-la enquanto sorria. Em seguida do berro ela diz:

- EU TAVA MORRENDO DE SAUDADES! COMO VC TÁ LINDO!

Ele, com toda palhaçada que o cabe diz pra ela "você é doida", sorri e diz:

- EU TAMBÉM TAVA MORRENDO DE SAUDADES! E VOCÊ TÁ TODA MOLHADA!

Tantas risadas foram recuperadas em instantes do primeiro reencontro. E para ela era como se aqueles segundos de um abraço durassem toda a eternidade.

Nunca deixe de sonhar, pensava ela ao voltar para a casa sozinha e molhada. É bom demais planejar os próximos abraços e sorrisos! É encantador esperar por ouvir sempre os mesmo elogios indelicados.

De você querido amigo, sinto muitas saudades!

07.02.08

FÉRIAS.COM.BR

 

Nas férias você pensa!

Pensa em tudo o que tem pra fazer neste tempo, porque sabe que quando tudo voltar ao normal não vai ter tempo.

 

Você pensa tanto nisso que acaba não fazendo nada.

Você dorme doze horas e fica doze horas acordado.

Você pena em tudo o que vai fazer o ano todo. Se programa e anota na agenda para não esquecer.

Você programa tanto que de repente um cisco que cai no seu olho muda tudo o que você planejava.

Você pensa. Repensa. Planeja. Replaneja. Pasma. Olha pro teto. Sorri. Pensa. Vira pro lado. Dorme.

02.01.08

Mais um ano se passou...

 

 

Mais um ano que passou...

E nada continuou igual. Foi tudo diferente e a tendência é piorar.

Faculdade, habilitação, inglês, viagens, amigo distânte, saudades, bar, risadas, shows, decepções, alegrias, teatro, nariz de palhaço, novas amizades, novas metas, novos ideais, novos objetivos, novos aprendizados, novos erros... tudo novo. Ano novo, vida nova.